Segundo o jornal Página/12, Daniela Carbone, uma aeromoça da
companhia aérea, foi presa após suspeitas de ter sido ela quem emitiu a
mensagem de áudio que alertou as autoridades do Aeroporto de Ezeiza.
O incidente ocorreu na semana passada, logo antes do voo
AR1304 decolar, com 270 passageiros e 12 tripulantes a bordo. Na cabine,
receberam um aviso no qual uma voz distorcida dizia: "Diga ao capitãozinho
que colocamos duas ou três bombas em Miami. Pare de brincar com a política e
verifique a aeronave, pois vão explodir em mil pedaços".
A investigação está em andamento e descobriu-se que Carbone,
de 47 anos e com 25 anos de experiência na companhia aérea, supostamente usou o
telefone celular de sua filha de 21 anos para enviar a ameaça. Acredita-se que
seu motivo tenha sido se vingar de um ex-namorado, que também é membro da
tripulação e estava a bordo do avião, por ter terminado o relacionamento.
Segundo fontes judiciais citadas pela agência Télam, a
comissária tentou apresentar a ameaça como um conflito sindical ao mencionar a
"política", quando na verdade se tratava de uma vingança pessoal.
A mensagem de áudio de Carbone desencadeou um plano de
emergência de acordo com o protocolo, bem como uma operação de busca por
explosivos, o que obrigou os passageiros a desembarcarem enquanto uma inspeção
completa da aeronave era realizada. Após a conclusão do procedimento, foi
determinado que não havia elementos suspeitos a bordo, mas o voo sofreu um
atraso de sete horas.
A investigação está a cargo do Tribunal Federal 1 de Lomas
de Zamora, Buenos Aires. Além de perder o emprego, a comissária pode enfrentar
acusações por crimes de "intimidação, interrupção de serviços públicos e
coação agravada".
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