A reunião de líderes sul-americanos concluiu com um apelo à união regional, destacando que a divisão anterior não havia sido benéfica. Durante a cúpula em Brasília, o Brasil apresentou uma proposta para fortalecer a identidade da América do Sul no âmbito monetário. Apesar das diferenças políticas e do distanciamento experimentado após a separação de blocos como a Unasul, os líderes destacaram a importância da integração regional.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi o
primeiro a falar e enfatizou que a integração da América do Sul depende do
compromisso de permanecer como uma comunidade unida. Ele ressaltou que uma
América do Sul forte, segura e politicamente organizada permitiria afirmar uma
verdadeira identidade latino-americana e caribenha em nível internacional.
Lula apresentou dez propostas para o futuro da região, entre
as quais incluía o aprofundamento da identidade sul-americana no âmbito
monetário, a redução da dependência de moedas extrarregionais, a ampliação dos
mecanismos de cooperação e a priorização de projetos de alto impacto para a
integração física e digital.
Apresentamos hoje ao conjunto de presidentes da América do Sul 10 propostas para o futuro da nossa região:- colocar a poupança regional a serviço do desenvolvimento econômico e social, mobilizando os bancos de desenvolvimento como a CAF, o Fonplata, o Banco do Sul e o BNDES;— Lula (@LulaOficial) May 30, 2023
O líder do Partido dos Trabalhadores enfatizou que, enquanto
a região permanecer dividida, não se conseguirá desenvolver o potencial
completo da América do Sul como continente. Lula, que assumiu novamente a
presidência em janeiro, destacou que a integração deve ser um objetivo
constante e que bases sólidas devem ser estabelecidas para as gerações futuras.
Esta cúpula de líderes da América do Sul foi a primeira
desde 2014, quando foi realizada a última reunião da Unasul no Equador.
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