Quatro crianças ficaram feridas em um incidente com arma
branca em um parque na cidade de Annecy,na França. Segundo o presidente
francês Emmanuel Macron, as crianças estão "estabilizadas" após
receberem atendimento médico no Hospital Universitário de Grenoble, onde três
delas estão sendo tratadas.Dois crianças e um homem continuam em estado grave, enquanto
outras duas crianças estão em condição grave, porém estável. Macron afirmou que
as notícias sobre o prognóstico são positivas, mas pediu cautela.
O ataque ocorreu no Jardim da Europa, uma área aberta com
prados e bosques, onde são praticadas atividades de lazer como remo. O autor do
ataque, um refugiado sírio de 31 anos, foi preso pouco depois do incidente.
Segundo testemunhas, o agressor gritou em inglês "em nome de Jesus
Cristo" enquanto atacava as crianças que estavam em seus carrinhos de
passeio na área de brinquedos do parque.
O homem carregava um crucifixo e se declarou cristão ao
solicitar asilo. Ele obteve o status de refugiado na Suécia há cerca de dez
anos, onde se casou e teve um filho. No entanto, ele se separou de sua esposa
no ano passado e estava na França sem um endereço fixo desde o final de 2022.
Três dias antes do ataque, seu pedido de asilo nesse país foi negado.
O Ministério Público descartou, por enquanto, a motivação
terrorista do agressor e ele será submetido a uma avaliação psiquiátrica.
O presidente Macron visitou Annecy acompanhado de sua esposa
para mostrar solidariedade às vítimas do ataque. Antes de chegar à cidade, o
presidente passou mais de uma hora no Hospital Universitário de Grenoble,
conversando com os familiares de três das crianças e do homem de 78 anos que
ficou gravemente ferido ao tentar protegê-las.
Durante sua visita a Annecy, Macron também encontrou Henri,
um jovem de 24 anos conhecido como "o herói da mochila". Henri foi
capturado em vídeo confrontando o agressor durante o ataque e conseguindo
fazê-lo recuar usando sua mochila como proteção.
Em seu discurso, o presidente elogiou a coragem e
generosidade de vários cidadãos que se colocaram entre o agressor e as vítimas.
Ele afirmou que devemos muito a eles e falou em nome da nação, destacando que,
quando o pior acontece, os serviços públicos reagem como um todo organizado e
uma força que se mobiliza para proteger e ajudar.
O incidente gerou polêmica em relação ao controle de
fronteiras, devido ao fato do agressor ser um refugiado. Alguns políticos,
incluindo Marine Le Pen, criticaram a política migratória francesa,
argumentando que ela é muito flexível. Por sua vez, o porta-voz do governo,
Olivier Véran, explicou que a administração francesa convocou o homem para
revisar seu caso e, uma vez informado de que não poderia permanecer na França,
ele tinha um mês para apelar da decisão.
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