O renomado investidor recomenda comprar ouro, prata e bitcoins para enfrentar a turbulência financeira.
Os Estados Unidos estão à beira de um colapso financeiro, opina o renomado investidor e escritor norte-americano Robert Kiyosaki, que justifica sua previsão com base na enorme dívida nacional, obrigações financeiras não respaldadas e uma 'bolha' no mercado de derivativos financeiros.
"Os políticos debatendo elevar o limite da dívida dos EUA de mais de 30 trilhões de dólares é uma má comédia, um 'teatro kabuki'. Os fatos são: os EUA estão falidos", escreveu em sua conta no Twitter.
O autor do livro 'Pai Rico, Pai Pobre' aponta que "os passivos não financiados, como a Previdência Social, são mais de 250 trilhões de dólares", enquanto os "ativos derivativos" do mercado financeiro estão na casa dos trilhões.
Nessas circunstâncias, o investidor recomenda ao público que compre ouro, prata e bitcoins.
No início deste mês, o preço do ouro se aproximou da máxima histórica de 2.072 dólares a onça. Prevê-se que o metal amarelo continue a ter ganhos acima da marca de 2.000 dólares devido às perspectivas negativas para a economia norte-americana.
No mês passado, o preço do bitcoin ultrapassou os 30.000 dólares pela primeira vez desde 10 de junho de 2022, com um aumento de mais de 80% em relação ao seu valor no início do ano.
No final de janeiro, o país atingiu o limite da dívida de
31,4 trilhões de dólares, após o qual o Departamento do Tesouro começou a tomar
"medidas extraordinárias" para continuar pagando as contas do governo
federal.
O governo federal dos Estados Unidos está sujeito a uma
legislação que regula o nível de endividamento que pode assumir. Uma vez
atingido o limite e esgotadas as formas de pagar suas contas, o Congresso deve
aumentar o teto para que o Executivo possa continuar a tomar empréstimos para
cumprir suas obrigações.
Até o momento, republicanos e democratas no Congresso têm
sido incapazes de chegar a um acordo sobre o aumento do limite da dívida
nacional, enquanto a secretária do Tesouro, Janet Yellen, alertou que os
recursos para cumprir as obrigações do governo podem se revelar insuficientes
já em 1º de junho.
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