BRASÍLIA (Reuters) - O governo nacional revelou hoje uma série de medidas com o objetivo de impulsionar a indústria local, com ênfase no setor automotivo, numa tentativa de modernizar sua frota e reduzir os preços dos veículos para os consumidores.
Essas ações, que incluem reduções fiscais e financiamento adicional subsidiado, foram anunciadas após uma reunião entre autoridades governamentais e líderes empresariais na capital do país, onde foram discutidas estratégias para revitalizar as indústrias da maior economia da América Latina.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o banco estatal de desenvolvimento BNDES destinará 4 bilhões de reais (799,47 milhões de dólares) em financiamento em moeda estrangeira para o setor automotivo local, enquanto serão aplicadas reduções de impostos federais em alguns veículos.
Além disso, foi anunciado que o governo diminuirá os impostos federais PIS e COFINS que afetam os automóveis com valor de até 120.000 reais, com o propósito de modernizar a frota interna e reduzir os preços dos veículos para os consumidores.
"Nossa frota está envelhecendo e a indústria enfrenta dificuldades devido à falta de acesso ao crédito", declarou o vice-presidente, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Alckmin mencionou que, além do crédito adicional fornecido pelo BNDES para toda a indústria, o governo também reduzirá os impostos federais PIS e COFINS que afetam os veículos, inclusive aqueles com valor de até 120.000 reais, com o objetivo de diminuir seu preço final e estimular as vendas.
Segundo ele, os descontos poderiam chegar a 10,79%, o que levou o presidente da associação de fabricantes de automóveis Anfavea a prever que é provável que o Brasil consiga vender veículos abaixo da marca-chave de 60.000 reais.
"Quanto menor e mais acessível for o automóvel, maiores serão as reduções fiscais", indicou Alckmin, acrescentando que os veículos de baixa emissão de poluentes terão prioridade no novo plano de estímulo do governo.
Atualmente, o Renault Kwid e o Fiat Mobi estão entre os
automóveis mais econômicos do Brasil, mas ambos são vendidos acima de 60.000
reais.
.jpg)
