A taxa de desemprego no Brasil aumentou para 8,8% no primeiro trimestre devido à desaceleração da atividade econômica.

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Houve um aumento de mais de um ponto percentual em comparação com dezembro do ano passado. O governo de Lula anunciou a intenção de reverter a reforma trabalhista de Bolsonaro e emular a experiência fracassada de Pedro Sánchez na Espanha.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Brasil, a taxa de desemprego correspondente ao primeiro trimestre de 2023 chegou a 8,8% da população ativa, um número oficial divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Embora seja comum esperar um aumento do desemprego nos primeiros três meses do ano devido a fatores sazonais relacionados à atividade econômica, a taxa superou os níveis esperados. Além disso, o desemprego no final de março aumentou em comparação com os 7,9% herdados pela administração de Jair Bolsonaro, bem como os 8,7% registrados no terceiro trimestre do ano passado.

A taxa de desemprego masculino aumentou de 6,5% para 7,2% entre dezembro de 2022 e março deste ano, enquanto no caso das mulheres, o percentual foi mais alto, atingindo 10,8% no mesmo período, em comparação com os 9,8% anteriores. No segmento etário de 18 a 24 anos (emprego jovem), houve um forte aumento de 16,4% para 18% após a mudança de governo.

A desaceleração da atividade econômica durante o mês de janeiro desempenhou um papel fundamental no deterioramento do mercado de trabalho, embora tenha havido uma recuperação significativa em fevereiro. A taxa de desemprego ajustada sazonalmente (sem o efeito sazonal do primeiro trimestre) foi de 8,42% em março de 2023, quase inalterada em relação aos 8,41% registrados em dezembro do ano passado.

 

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Embora o desemprego ainda esteja em seu nível mais baixo desde agosto de 2015, a redução dinâmica foi interrompida. O governo de Lula da Silva pretende cumprir suas promessas de campanha e anunciou um período de negociação de 3 a 6 meses para implementar uma nova reforma trabalhista.

É importante destacar que a desregulamentação trabalhista implementada por Jair Bolsonaro conseguiu reduzir a taxa de desemprego de 12,7% em setembro de 2021. Sob a legislação anterior (vigente durante a administração de Dilma Rousseff), o desemprego chegou a 13,3% em março de 2017, atingindo o nível mais alto em 17 anos na época.

Embora a intenção original do governo fosse reverter todas as reformas de Bolsonaro, sua posição política frágil no Parlamento levou à busca por uma reforma trabalhista semelhante à espanhola, seguindo a experiência fracassada impulsionada por Pedro Sánchez.

Pretende-se implementar uma reforma que aborde as cláusulas de ultratividade, aumente a presença das negociações coletivas centralizadas e limite parcialmente as modalidades de trabalho flexíveis criadas pela reforma anterior.

Esse tipo de reforma levou a Espanha a perder completamente sua capacidade de reduzir o desemprego, que se estabilizou em 12,8% em março de 2023 e permanece muito acima dos níveis anteriores à crise financeira de 2008, apesar de ter recuperado o mesmo nível de atividade econômica. O fracasso no mercado de trabalho espanhol contrasta com experiências bem-sucedidas na Grécia e na Itália, dois países que também enfrentaram dificuldades significativas em termos de atividade econômica e recessão.



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